Morte iminente: Como lidar com algo não desejável?

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Quando alguém que amamos é diagnosticado com uma doença terminal, ficamos aflitos, em dúvida se devemos contar ou não toda a verdade sobre sua situação.

No entanto a psicologia mostra que a maioria das pessoas que estão morrendo gostam de falar abertamente sobre sua condição e querem estar cientes de sua situação. Entre o processo da aceitação e a noticia, existem algumas etapas, as mesmas do processo do luto estudado por Elizabeth Kubler-Ross: Negação,  raiva,  barganhar por mais tempo,  depressão e  aceitação. Essas emoções podem não acontecer nesta ordem, e nem todos passam pelos cinco estágios, uma pessoa por exemplo pode oscilar entre a raiva e depressão, outros precisam de tempo maior para processar a notícia. Assim como viver, o morrer também é uma experiência individual. É possível conciliar o amor pela vida com a sensação de desapego a ela.

A medida que o fim da jornada se aproxima, as pessoas tendem a examinar suas realizações e fracassos e quase que sem querer surge a seguinte pergunta: O que a vida significou? E para obter essa resposta podem reavaliar seus valores, viver novas experiências e ver a vida de uma nova perspectiva, alguns se vêem concluindo tarefas inacabadas, com seus familiares ou amigos.

Os profissionais que trabalham com os cuidados paliativos estão preparados para ajudar o paciente a encontrar independência, desafiando muitas vezes a condição do próprio corpo, inclui ainda o conforto emocional e familiar.

Os que nutrem pensamentos negativos, lembranças desagradáveis, obcecados pelos arrependimentos e pelo medo de morrer, estão entre os que encontram resistência em se adaptar a este momento, sua integridade do ego cedeu ao desespero.

A terapia pode ajudar a reavaliar sua vida ajudando a focar neste processo. Alguns métodos podem ser praticados em casa fazendo uma recapitulação da vida que incluí em: escrever ou gravar uma autobiografia, construir uma árvore genealógica, conversar sobre álbuns de fotografia, cartas antigas, e outras coisas dignas de serem lembradas, fazer uma viagem de volta a infância, e da idade adulta, fazer reuniões com amigos antigos, da escola, do trabalho ou com familiares distantes. Fazer uma recapitulação do trajeto de sua vida.

Ver a pessoa e não a doença, ajuda a superar a aparência debilitada que a doença traz, beneficia a pessoa e o cuidador. Esteja pronto para ouvir, é possível que a pessoa que você ama precise expressar seus sentimentos.

Quando as pessoas tomam consciência de seu tempo curto, elas não pedem muito, não se importam com o poder ou dinheiro, querem apenas continuar a sua história de vida no mundo, querem fazer escolhas e sustentar suas conexões com os outros que lhe são importantes.

Esses últimos momentos dão a você a oportunidade de expressar sentimentos que talvez tenha expressado poucas vezes. Não permita que a falta de reação de seu ente querido, impeça você de dizer adeus e de expressar seu amor, mesmo que ele não demonstre ouvir, pode sentir esse amor, necessário para seguir nesta nova jornada.

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