Adolescência & Habilidades Sociais

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Escrito por: Rosana Angelo Ribeiro – Psicóloga Clínica

Habilidades Sociais é nosso comportamento emitido nas relações interpessoais, que expressa nossos sentimentos, atitudes, opiniões ou direitos de forma adequada a situação, respeitando esse comportamento nos outros, esse tipo de atitude resolve problemas imediatos e evita problemas futuros.

Um estudo relaciona as habilidades sociais à melhor qualidade de vida, maior satisfação pessoal e profissional. As interações sociais bem sucedidas incluem habilidades como a assertividade, empatia e capacidade de solucionar problemas.

Assertividade é a capacidade de defender seus próprios direitos e expressar seus pensamentos, sentimentos e crenças de forma honesta, direta e apropriada, sem violar os direitos da outra pessoa.

Empatia é a capacidade de compreender e expressar compreensão sobre a perspectiva e sentimentos de outra pessoa, além de experimentar sentimento de compaixão e de interesse pelo bem estar do outro.

A habilidade de solucionar problemas refere-se a capacidade de reconhecer e solucionar um problema antes que este seja obvio para os outros.

O sucesso nas relações sociais, depende da integração das habilidades empáticas, assertivas e de solução de conflitos, a falta ou deficiência de uma delas podem ocasionar padrões de comportamentos inadequados, tais como a esquiva (ficar calado, sair da situação para evitar um confronto interpessoal, entre outros) ou agressividade (adotar comportamentos que não consideram os sentimentos e necessidades do outro, reagir de maneira hostil, depreciar etc.).

Esses padrões acabam prejudicando os relacionamentos e  favorecendo os conflitos sociais. O indivíduo sente dificuldade em  estabelecer novas amizades, aceitar criticas, lidar com provocações, pedir ajuda, resistir a pressão dos pares, etc.

Na adolescência essas habilidades são desenvolvidas a partir da interação com os amigos e como eles contribuem para melhorar essas habilidades? 

O adolescente se sente mais confiante e seguro quando está inserido num grupo em que todos estão  passando pelas mesmas transformações, físicas, biológicas, psíquica, familiares. Podendo dividir experiências, e perceber que o amigo também está passando pelas mesmas experiências que ele,  esse processo ajuda a colocar o adolescente no seu estado de equilíbrio, de certa forma se tranquilizam quando percebem que aquela experiência tão nova para ele é natural.

Desenvolve a habilidade de conversar, porque as relações agora se baseiam na comunicação,  aprendem a ouvir sem interromper.

Desenvolve a habilidade da reciprocidade e solidariedade “um dia eu procuro apoio do meu amigo, no outro eu apoio o meu amigo”.

Aprende a manter uma amizade, e para isso, se utilizam dos vários meios de comunicação que temos disponíveis, principalmente os virtuais e evitam conflitos nos grupos.

Essa habilidade de evitar conflitos surge como uma necessidade, porque o adolescente percebe essa amizade como sendo frágil, e que precisa ser preservada e os conflitos constantes abalam essa amizade, que pode ser desfeita com a mesma rapidez que foi construída.

Para o adolescente é difícil superar algumas situações em que são magoados, mas pensar que eles também magoam é um passo para superar esse momento.

Reconhecer o sentimento do outro, eles percebem quando um amigo está bravo, irritado, alegre, triste. Eles passam a conhecer através dessa relação os seus próprios sentimentos, essa amizade verdadeira oferece um lugar seguro onde pode arriscar opiniões, admitir suas fraquezas e obter ajuda para resolver seus problemas, assim eles aprendem a aceitar os defeitos dos amigos.

Esse processo de socialização começa desde as primeiras relações humanas, e termina quando o equilíbrio de adaptação é alcançado o que pode levar uma vida inteira, portanto a adolescência não é o inicio e nem o fim da socialização, no entanto com todas as mudanças que ocorrem na adolescência, esse processo adquire um aumento de ritmo, estimulado pelo aumento da capacidade cognitiva, da internalização das regras, da necessidade de independência.

Todo esse processo só pode ser adquirido vivendo, dentro de um contexto social REAL, com a família, no circulo de amigos dos diversos grupos ao qual o adolescente está inserido.

Cada contexto impõe suas regras e valores e o adolescente precisa aprender  a lidar com eles, e  ao mesmo tempo ir se colocando com seu ponto de vista, seus princípios, valores, diante das diversas situações ao qual será submetido.

 

 

 

Fonte: Facone; E.M.;Carneiro R.S. Um estudo das capacidades e deficiências em habilidades sociais. Psicologia em estudo, Maringa v.9.n.1.pg.119

Hanns L. A Arte de dar limites. Como mudar atitudes de crianças e adolescentes. Paralela, 1ed. São Paulo. 467p.

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