Adolescente em psicoterapia

Escrito por: Rosana Angelo Ribeiro – Psicóloga Clínica

Pais amorosos receiam soltar seus filhos no mundo, porem com o inicio da adolescência  ele vai pedir por mais liberdade, está liberdade virá aos poucos e será ampliada a medida que ele demonstra responsabilidade. Essa nova forma de se relacionar, pode desencadear muitos conflitos, é chamado de período de adaptação.

A família funciona como um sistema dinâmico e auto-organizador. Define norma de funcionamento e estabelece papéis. A cada modificação individual ou das condições externas ou internas corresponde um reajuste de papéis. Se há uma patologia ou conflito que demande o atendimento de um membro da família, está se move para buscar uma solução, ou seja toda a família é afetada.

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As mudanças pelas quais o adolescente passa é uma fase normal do desenvolvimento humano, elas surgem com tanta rapidez que às vezes o jovem pode sentir-se confuso e perdido, o que demanda uma preocupação dos pais que ficam em dúvida se essa fase irá passar ou se precisam procurar por ajuda, neste caso os pais podem procurar um profissional para orientação.

O adolescente é muito afetado pela realidade do mundo, ele sabe que será lançado em breve para seguir o seu próprio caminho e precisa traçar seus projetos de vida, ele anseia pela sua liberdade mas ao mesmo tempo sente medo e ansiedade em relação a si próprio.

Alguns jovens são mais resilientes que outros e conseguem administrar essas mudanças, tomam suas próprias decisões, buscam por emprego, levam seus estudos com determinação, porém alguns não possuem essa mesma postura, precisam de um auxilio para se organizarem diante deste novo processo que se aproxima.

Vejo o adolescente como um ser muito inteligente e mais sábio do que a sociedade e os próprios pais o vêem,  alguns estão confusos com as diversas mensagens que a sociedade e a família emitem para ele, diante desta confusão alguns assumem a postura do “não me importo”, outros assumem a postura da agressividade contra ele mesmo e o próximo.

Quando o adolescente demonstra interesse pelo serviço de  psicologia, é natural que os pais a principio rejeitem esse pedido de ajuda. Aceitar esse pedido no imaginário seria o mesmo que aceitar que seu filho tem algum “problema”, ou mesmo sentir que não foi perfeito o suficiente para ajudá-lo. Se levamos o filho ao dentista quando ele precisa, por que não levar ao psicólogo quando ele não consegue lidar com suas emoções?  Quando se torna pai ou mãe, se tem pouco conhecimento sobre o processo de educar, me arrisco a dizer que nada sabemos, e aos poucos a familia vai se organizando com esse novo ser tão pequeno e frágil, cada nucleo familiar funciona de uma forma e aceitar que na educação do filho tudo que poderia estar ao alcance dos pais naquele momento foi feito, e que não pode mudar o que passou, mas que podemos melhorar o nosso presente, ajuda nesse processo.

A primeira sessão

Geralmente o primeiro contato vêm pelo telefone ou WhatsApp, os pais relatam o porque da procura pelo serviço de psicologia. No primeiro encontro no consultório divido a sessão em três partes, a primeira atendo quem se sente mais a vontade ou os pais ou o adolescente, em seguida o que ficou aguardando na recepção, no final eu chamo os dois; pais e adolescente e faço o encerramento da sessão, se necessário realizo uma pequena orientação.

O sigilo é uma parte muito importante neste fechamento, pois este serviço pode ser o mesmo utilizado por seus parentes ou amigos, o que pode gerar uma certa ansiedade e fantasia. Na psicoterapia com adolescentes, é preciso ficar claro com quem está o vínculo. Quando o adolescente é trazido pelos pais, pode haver a desconfiança de que o vínculo foi estabelecido com os adultos, o que compromete o processo de terapia.

As próximas sessões

Os próximos atendimentos são realizados apenas com o adolescente, e posteriormente os pais são convidados para uma sessão que terá o objetivo de acolhimento das dúvidas e orientação, caso seja necessário uma avaliação de outro profissional o encaminhamento será realizado por escrito.

Em terapia o adolescente traz situações do seu dia que gostaria de conversar, mas também precisamos abrir as portas de seu mundo interior, esse processo tem inicio após algumas sessões, busco em cada paciente como e quando vamos falar sobre conteúdos mais delicados, para isso me utilizo de técnicas projetivas e material de uso criativo. Em terapia esse material é valioso, uma vez que nossas projeções trazem muito de nosso interior.

Nem todos os adolescentes oferecem resistência ao falar dos seus sentimentos, alguns aproveitam bem este momento. Aquele que vêm para terapia tem a oportunidade de tornar clara as coisas a seu próprio respeito, suas necessidades e vontades, ganham força para lidar com os problemas e conflitos do mundo.

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Atendimento a partir dos 10 anos de idade.

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