Campanha: Quando alguém morre …

Falar sobre a morte é sempre um momento delicado, mesmo sendo universal, ela possui um contexto cultural, a expressão da dor, a forma de recordar sobre os mortos, a transferência das posses, variam de cultura para cultura.

Por exemplo, na sociedade Malaia, a morte é vista como uma transição gradual, o enterro é considerado provisório. Os sobreviventes executam rituais fúnebres até que o corpo se deteriore, até acreditar que a alma o havia abandonado e foi admitida no reino espiritual.

Antes do século XX o índice de mortalidade era alto, alguns fatores contribuiram para que isso acontecesse, como a falta de remédio e pouco conhecimento sobre algumas doenças. Após o século XX a descoberta de vacinas, melhoria do saneamento básico, e o avanço da medicina, fez com que este índice fosse reduzindo ao longo do tempo.

A morte se tornou um fenômeno da idade avançada, as pessoas mais velhas morriam dentro de suas próprias comunidades, atualmente para dar mais dignidade neste processo do adoecer, alguns idosos são internados e medicados, são medidas paliativas para alivio da dor e do sofrimento, controle dos sintomas e manutenção de uma qualidade de vida satisfatória e o direito de se morrer com paz e dignidade.

A morte passa então a ser compreendida como um fracasso da medicina e não como algo natural da vida, mesmo para pessoas mais velhas.

Hoje a violência, o abuso de drogas, as doenças sexualmente transmissíveis, tornaram a realidade da morte diferente do padrão “de quem morre é porque já viveu o bastante”, de que somente as pessoas mais velhas morrem.

Devido a esta mudança, considerada uma inversão da ordem natural da vida, a tanatologia, ciência que estuda a morte e o morrer, está despertando o interesse educacional em programas para ajudar as pessoas a falarem sobre a morte.

Sobre a campanha: Quando alguém morre …

A morte está presente em nosso cotidiano, mas pouco falamos sobre ela, é como se fosse tirada do contexto da vida, algo que está fora dela, e nesta linha de pensamento nossas crianças ficam desamparadas quando questionam sobre “a morte”. Pensando sobre isso nasceu este projeto com a intensão de abrir espaço para expressar o pensamento e o sentimento em relação a esta temática, e JUNTOS ampliar o conhecimento sobre este assunto.

COMO ISSO VAI ACONTECER?

Sabendo que o apoio é a base do nosso projeto, vamos unir pessoas com o mesmo objetivo e durante 30 dias serão postados temas para reflexão, cujo principal objetivo será de ampliar nosso conhecimento.

As primeiras reflexões serão sobre o universo infantil, durante esta campanha perguntas podem servir de reflexão, então sua participação será de colaborador desta campanha, direcione suas perguntas nas postagens, elas serão estudadas com cuidado e respondidas.

A morte surge em nossas vidas repentinamente, ela não pede licença, nos pega desprevenidos, não podemos pensar sobre ela apenas quando chega; por isso te espero nesta caminhada de 30 dias.

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